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Lição 04 - Justificados pela fé |
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3º Trimestre de 2010 - A Redenção em Romanos
Comentário da Lição 04 -
Justificados pela fé
sábado, 17/7/2010
› INTRODUÇÃO
“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé,
independente das obras da lei”. - Rm 3:28
“Concluímos,
pois, que o homem é justificado pela fé”. A justificação pela fé é
um ato que envolve o homem, a lei, a transgressão, o pecado, o Juiz, a
condenação, o Substituto, a graça, o perdão, a fé, a aceitação e a
justificação.
O homem recebeu a vida de Deus para desfrutá-la
sob a condição de viver em harmonia com a Sua lei. O homem desobedeceu a
Deus e transgrediu a lei. A lei acusou a transgressão como pecado e a
sentença do Juiz é: “O salário do pecado é a morte”. O homem
deve morrer. Então entra em cena o Substituto, inocente, sem pecado.
Assume a culpa do homem, transgressor, pecador, culpado. Ele morre em
lugar do culpado que devia morrer, e num ato de graça, oferece o perdão.
“Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso
Senhor”. - Rm 6:31.
O Juiz que proclama a sentença,
apresenta e oferece o Substituto. Ele mesmo, na pessoa de Seu Filho,
Cristo Jesus. É uma oferta de perdão em dimensão eterna, infinita. É a
manifestação sem limites da superabundância da graça. É um ato de Quem é
amor eterno.
O transgressor culpado tem duas alternativas:
aceitar a dádiva ou rejeitá-la. A aceitação envolve um ato de fé que é
expresso sem nada oferecer em troca. A única coisa que pode e deve ser
oferecida é a sua vida, a sua vontade. Aceitar a dádiva do Substituto, é
a justificação pela fé. É uma dádiva por graça e uma aceitação por fé.
Morre o Substituto inocente, cumprindo a justiça da lei, e recebe perdão
e vida, o culpado transgressor, envolvido pela justiça do Substituto.
Pense: “Onde está, então, o motivo de vanglória? É
excluído. Baseado em que princípio? No da obediência da lei? Não, mas
no princípio da fé”. – Rm 3:27 – Nova Versão Internacional.
Desafio: “Porque no evangelho é revelada a justiça
de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está
escrito: O justo viverá pela fé”. – Rm 1:17 – Nova Versão
Internacional.
domingo, 18/7/2010
› AS OBRAS DA LEI
Qual a função da lei moral no processo de justificação? Como funcionou
o processo no Velho Testamento? A lei moral revelava o caráter de Deus,
orientava a conduta, acusava o pecado, condenava à morte e logo a
seguir oferecia perdão, perdoava e justificava? A lei moral possuía as
funções de condenar à morte e de conceder graça e vida? Inconcebível por
ser incoerente! Um código nunca pode exercer as funções de acusar e
perdoar, porque não tem consciência para ajuizar. Orientar, sim. As leis
são estabelecidas para dizer o que pode e o que não pode ser feito. São
estabelecidas por alguém que pensa, avalia e determina o que deve
orientar a conduta. A lei moral foi estabelecida por Deus para revelar o
Seu caráter e orientar a conduta de Suas criaturas. Portanto, a função
da lei moral é revelar o caráter de Deus, orientar a conduta, acusar e
evidenciar o pecado, mas nunca, nunca justificar.
Como o pecador
individual era perdoado e justificado no Velho Testamento? Pela lei
moral ou pelo processo da graça? Adão quando pecou, colocou-se sob a
sentença de morte da lei moral. Ele sabia da existência dessa sentença.
Portanto, em harmonia com a lei moral ele devia morrer. Seria morrer
para sempre, morte eterna. Porém, a morte substituta do cordeiro livrou
Adão da condenação fatal. Mesmo sofrendo as conseqüências de seu pecado,
já não desfrutando de vida abundante e morrer com quase mil anos, foi
liberto da sentença de morte eterna. O cordeiro tipificava a graça para
Adão sob o domínio do pecado. A lei moral não tem nenhuma participação
no ato de perdoar, justificar e salvar.
Pense: “Portanto, ninguém será declarado justo
diante dele baseando-se na obediência da Lei, pois é mediante a Lei que
nos tornamos plenamente conscientes do pecado”. - Rm 3:20 – Nova
Versão Internacional.
Desafio: “Não há salvação em nenhum outro, pois,
debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual
devamos ser salvos” . – At 4:12 – Nova Versão Internacional
segunda-feira, 19/7/2010
› FÉ E JUSTIÇA
“Mas agora se manifestou uma ... justiça de Deus mediante a fé em
Jesus Cristo para todos os que crêem” . - Rm 3:21 e 22 – Nova versão
Internacional.
Pela fé aceitamos a morte substituta de Cristo,
confessamos os nossos pecados e o sangue de Jesus nos purifica de toda
injustiça. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo
para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” . –
1Jo 1:9 – Almeida Revista e Atualizada.
O ser lavados no sangue
de Jesus, significa, que Ele assumiu a nossa culpa, o nosso pecado e
sofreu a morte que nós merecíamos. Lavados no sangue de Sua morte, somos
envolvidos em Sua justiça e considerados como nunca havendo pecado,
porque Ele levou sobre Si o nosso pecado e Deus declara-nos justos.
Portanto, a justificação é um ato de um ser consciente, um
pronunciamento de Deus a favor do pecador, porque a sentença da culpa
foi executada no substituto inocente. Frisamos: o sangue de Jesus remove
os nossos pecados mediante a fé, e por graça, Deus declara-nos justos,
isto é, em harmonia com a Justiça - Ele mesmo - e consequentemente em
harmonia com a Sua lei. “Sem derramamento de sangue não há perdão”.
– Hb 9:22
Precisamos entender o sangue de Jesus como a Sua morte
substituta. A sentença da lei moral exigia a morte do pecador. No
entanto, Jesus, o inocente, assumiu a culpa do pecado e morreu em lugar
do pecador. Esta morte oferece graça ao pecador, liberta da condenação
da sentença de morte proclamada pela lei moral, comunica justiça pela fé
e concede vida eterna, uma dádiva do amor de Deus.
Pense: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o
seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha
a vida eterna” . – Jo 3:16 - Nova Versão Internacional.
Desafio: “Deus tornou pecado por nós aquele que
não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” . –
2Co 5:21 – Nova Versão Internacional.
terça-feira, 20/7/2010
› GRAÇA E JUSTIFICAÇÃO
Acusado de pecado pela lei moral, o homem ficou sob a condenação da
lei que reclamava a sua morte e morte eterna. “Pois o salário do
pecado é a morte”. – Rm 6:31. Para escapar dessa sentença fatal por
si mesmo o homem não encontraria saída. Estava irrecorrivelmente
condenado. Quem unicamente poderia livrar o homem, perdoando-o,
justificando-o e salvando-o? Paulo responde em Romanos 3:24: “Sendo
justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em
Cristo Jesus” . Logo, o pecador é justificado por um ato de graça
da parte de Deus mediante Cristo Jesus nosso Senhor, a Quem o profeta
Jeremias assim identifica: “Será este o seu nome, com que será
chamado: o Senhor Justiça Nossa” . - Jr 23:6 – Almeida Revista e
Atualizada.
Portanto, a justificação é um ato de graça
independente de lei. A graça fundamenta-se no amor de Deus. “Porque
Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito...” . – Jo
3:16 – Nova Versão Internacional. Logo, está correta a declaração de
Paulo de que “por obras da lei ninguém será justificado” .
Este
ponto não oferece dificuldade de compreensão. A dificuldade surge
quando se levanta a questão de como fica o pecador perante a lei moral
depois de ser justificado e liberto da sentença de morte, por graça.
Interpreta-se a morte de Jesus em favor do pecador condenado, cumprindo
em Si a sentença da lei moral, como o ato de graça e ao mesmo tempo
abolindo a lei moral.
Sob essa interpretação, qual a necessidade
da morte de Jesus? Se a lei é abolida, abolido não se torna o pecado?
“E onde não há Lei, não há transgressão”. – Rm, 4:15 – Nova Versão
Internacional. Se não há transgressão, não há pecado. Por que morrer
para oferecer graça, se não houve transgressão nem pecado?
Pense: “Pois é mediante a Lei que nos tornamos
plenamente conscientes do pecado” . – Rm 3:20 – Nova Versão
Internacional.
Desafio: “Tendo sido, pois, justificados pela fé,
temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” . – Rm 5:1 –
Nova Versão Internacional.
quarta-feira, 21/7/2010
› SUA JUSTIÇA
Em romanos 3:25, Paulo vai ao âmago de todo o processo de graça, fé e
justificação. Deus ofereceu a Jesus “como sacrifício para propiciação
mediante a fé” . Somente pela fé em Jesus, a graça, tornamo-nos
propícios, somos aceitos por Deus.
Nenhum mérito nosso, humano,
pode ser invocado. Em verdade, nada pode fazer o pecador para
justificar-se. Somente uma coisa o pecador pode e precisa fazer. É
preciso decidir aceitar o amor e a oferta de graça e perdão do Pai. E
preciso erguer-se e dizer: irei ter com meu Pai. Então ir e cair em seus
braços de amor e dizer: Pai, pequei, perdoa o meu pecado. Ele o
perdoará. Não por mérito, mas por graça. Então passamos a amar
entranhavelmente nosso misericordioso Pai. Não de boca, mas de coração,
fazendo a Sua vontade porque recebemos a Sua justiça.
Uma vez
justificado por graça, o pecador desenvolverá conduta submissa à
Justiça, Jesus, seu substituto na cadeira da condenação. Também
desenvolverá conduta em harmonia com a norma de justiça, porque a
justificação pela fé em Jesus lhe devolveu o relacionamento de amor com o
seu Deus e Amigo, rompido pelo pecado.
Aceitar a Jesus como
Salvador é a aceitação da graça e justificação pela fé; submeter-se a
Jesus como Senhor, é a aceitação de Sua justiça expressa na submissão à
Sua lei moral como norma de conduta para viver sob o processo
transformador da santificação.
Todos os pecados cometidos antes
da cruz, pelos pecadores que pela fé aceitaram a propiciação de Jesus,
tipificada nos serviços do santuário, foram perdoados com a morte de
Jesus.
Pense: “Há, pois, motivo de orgulhar-se? Está
excluído! Em nome de quê? Das obras? De forma alguma, mas sim, em nome
da fé” . – Rm 3:27 – Tradução Ecumênica da Bíblia.
Desafio: “Mas, no presente, demonstrou a sua
justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em
Jesus”. – Rm 3:26 – Nova Versão Internacional.
quinta-feira, 22/7/2010
› FÉ E OBRAS
Para compreender de maneira correta o argumento de Paulo, é preciso
entender mediante as obras de que lei os israelitas e agora, nos dias de
Paulo os judaizantes, buscavam obter justificação. Tornando-se claro
este ponto, todas as dúvidas são desfeitas.
O autor aos Hebreus,
com muita probabilidade, Paulo, coloca a caducidade da lei cerimonial
nestas palavras: “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito
eterno se ofereceu a Deus como vítima sem mancha, purificará nossa
consciência das obras mortas para servir ao Deus vivo” . Heb. 9:14 –
Tradução Ecumênica da Bíblia. (leia em Pense).
Obras Mortas -
Que obras mortas são estas? A fé no Redentor através dos símbolos e
cerimônias antes da cruz? Ou a prática destes mesmos símbolos e
cerimônias depois da cruz? Ou a conduta em harmonia com a lei moral? Se
aceitarmos que “obras mortas”, se refere ao cerimonialismo típico antes
da cruz, então a compreensão do caráter de Deus está totalmente fora de
prumo. Teríamos um Deus que aplicou tremenda farsa em nossos
antepassados espirituais. Durante milênios praticaram uma experiência
espiritual de símbolos e tipos, que não simbolizavam e não tipificavam
nada. E todo este cerimonialismo vazio e sem sentido algum, foi passado
com a maior seriedade de pai para filho, geração após geração. Teríamos
um Deus que ensinou um paganismo teocrático, para de alguma forma ocupar
o tempo e a mente dos adoradores. Esta idéia é sem dúvida ofensiva a um
Deus amoroso e justo. As obras cerimoniais em si mesmas eram mortas,
mas pela fé, tipificavam um Redentor vivo. Transmitiam e ensinavam
lições vivas da graça para salvar.
No entanto, depois da cruz,
tornaram-se “obras mortas” de verdade, porque então sim, não tipificavam
mais nada, porque o Antítipo já havia vindo.
O argumento aos
Hebreus traz o mesmo significado de Paulo aos romanos: as cerimônias
típicas praticadas depois da cruz, são obras mortas ou cerimônias que
não adiantam nada. Não justificam a ninguém. No entanto, o Justificador
já assumiu o lugar do pecador e tornou-se o centro vivo em Quem se
centraliza a fé. A fé dos que viveram antes da cruz e necessitaram das
cerimônias. A fé dos que vivem depois da cruz e não precisam das
cerimônias.
Pense: Coloquemos ao lado a tradução da “Bíblia na
Linguagem de Hoje”: “Se isso é assim, imaginem então quanto maior
ainda é o poder do sangue de Cristo! Por meio do Espírito eterno ele se
ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito a Deus. E o seu sangue nos
purifica por dentro, tirando as nossas culpas; assim podemos servir ao
Deus vivo, pois já não praticamos cerimônias que não adiantam nada” .
– Hb 9:14.
Desafio: “Professam conhecer a Deus, mas negam
isso com suas obras. São abomináveis, rebeldes, inaptos para qualquer
boa obra... a fim de que todos os que depositaram sua fé em Deus se
esforcem por serem exímios nas boas obras. Eis o que é bom e útil para
os homens” . - Tt 1:16 e 3:8 – Tradução Ecumênica da Bíblia.
sexta-feira, 23/7/2010
› ESTUDO ADICIONAL
O pecado feriu mortalmente a Adão e Eva, mas não separou-os da fonte
da graça, Deus. Para ensinar a Adão e aos seus descendentes nascidos sob
o pecado, que a graça continuava sendo motivo de vida e esperança de
restauração, eles teriam um substituto típico, até novamente ter a
manifestação da graça real mediante Cristo Jesus. (Gên. 3:15).
No
período israelita, também resolviam o problema do pecado tipicamente,
valendo-se da lei cerimonial. Entendendo claramente este detalhe,
encontra-se facilidade em entender a argumentação de Paulo. Porque em
suas Epístolas usa a palavra NOMIA = lei e se refere por meio desta
palavra “tanto a lei moral… como a lei cerimonial”. – SDABC,
vol. 6 pág. 949. No entanto, NOMIA, não somente identifica estas duas
leis, mas Paulo usa a mesma palavra para referir-se a outras leis, a
todo o Pentateuco e mesmo ao conjunto de todos os escritos do Velho
Testamento.
Quando Paulo fala da lei como instrumento que
determina a conduta, ou coloca em evidência atos pecaminosos praticados
contra Deus ou o próximo, está falando da lei moral. Quando fala da lei
como instrumento que é usado para resolver o problema do pecado, como
oferecer graça, perdão, justificação e reconciliação mediante um
substituto, está falando da lei cerimonial.
O problema que gerou
toda a luta entre Paulo e os judaizantes é que estes não compreendiam
que o animal substituto e os ritos em si mesmos não justificavam
ninguém. Eram apenas símbolos para de maneira dramática ensinar a
malignidade do pecado e ao mesmo tempo revelar a provisão amorosa da
graça perdoadora por meio de Jesus, tipificado nos símbolos. Não
compreendiam que com a morte de Jesus, tornaram-se letra morta.
Pense: “Pois é impossível que o sangue de touros e
bodes tire pecados” . – Hb 10:4 – Nova Versão Internacional.
Desafio: “Assim também Cristo foi oferecido em
sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos”. – Hb
9:28 – Nova Versão Internacional.
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Conheça o autor
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Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da
Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS,
IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP;
departamental em várias associações e na UCB. |
www.escolanoar.org.br
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